Castlevania Crítica da Segunda Temporada

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Castlevania Lança mais 8 episódios na Netflix

 

 

O “anime que não é anime” Castlevania chega à sua segunda temporada com muito mais pra mostrar do que no ano passado – e mesmo assim os fãs ainda vão ficar com um gostinho de ‘quero mais’.

São só doze episódios ao todo, sendo quatro ano passado e oito que acabaram de chegar na Netflix. Todos esses episódios haviam inclusive sido idealizados há quase uma década e eram originalmente pra ser um filme.

Os scripts deles ficaram numa espécie de limbo por anos e anos, até que seu roteirista Warren Ellis recebeu o apoio de um estúdio de animação americano chamado Powerhouse , que negociou com a Netflix e conseguiu enfim fechar negócio.

E aqui estamos: com apenas doze episódios ao todo, mas muita coisa pra analisar.

Pra começar, as duas temporadas adaptam o jogo de videogame “Castlevania 3: Dracula’s Curse” , lançado pro Nintendo em 1989. A história se passa no século 15 e segue Trevor Belmont, que precisa defender a nação de Wallachia das ameaças do vampiro Drácula, um vilão cheio de personalidade e que tem, sim, seus motivos pra querer vingança contra a humanidade, afinal sua esposa foi acusada de bruxaria e queimada viva por humanos.

Junto de Trevor estão a feiticeira Sypha  e o próprio filho de Drácula, Alucard, que é meio humano meio vampiro e não concorda com a fúria generalizada de seu pai.

No final da primeira temporada, o trio havia conseguido sobreviver a uma investida das forças do vampiro. Na nova temporada é o espírito de união desenvolvido entre eles que torna mais agradável assistir a essa jornada.

É uma união disfuncional, já que Trevor e Alucard vivem se desentendendo e Sypha tá sempre cutucando os dois, mas no final das contas os diálogos demonstram confiança mútua.

Essa segunda temporada conta com membros do estúdio japonês Madhouse , um dos mais famosos entre os fãs de anime.Esse grupo de membros é responsável por animes de sucesso como Death Parade , e ajuda a dar uma vibe mais “série de Netflix” – o próprio Warren Ellis diz que a segunda temporada assume uma narrativa um pouco mais original, se desviando da história do jogo em alguns momentos e abrindo até a possibilidade de uma terceira temporada, que viria a adaptar outros jogos ou então teria que ser totalmente original.

Como uma não-fã, a história me pareceu curta demais pra gente criar um elo emocional forte, mas de toda forma é cativante e interessante de acompanhar.

O maior problema, pra mim, fica por conta da animação. A arte é muito bem-feita, todos os personagens são extremamente únicos em aparência e personalidade, e a ambientação em um século distante também é bem executada, mas a exemplo da primeira temporada os movimentos continuam rígidos – tanto nas interações comuns, com expressões faciais meio “duras”, como nas batalhas.

A batalha final* entre o trio e Drácula, por exemplo, conta com uma cena em que Trevor dá vários socos em Drácula e depois Alucard perfura o braço do vilão com sua espada.

Os impactos são quase inexistentes, e parece uma briga qualquer entre crianças. Claro que isso ressalta a quase invencibilidade do vampiro e o seu poder, mas mesmo depois de apanharem um monte os heróis continuam com expressões neutras. O que sobra em desenhos e cenários bonitos falta em intensidade e fluidez de movimentos.

Por conta desse aspecto artificial dos personagens, as vozes também destoam: em vários momentos as falas são muito mais altas e emotivas do que os movimentos sugerem.

Mas é claro que um “anime americano” tem suas particularidades, e seria injusto comparar ele com os japoneses, cheios de movimentos fluidos e impactantes. A segunda temporada de Castlevania com certeza vai agradar os fãs de carteirinha da franquia, mas pessoalmente não acredito que vá conquistar muitos novos fãs. E você, foi conquistado? Me conta aí nos comentários!

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